quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A mente

A mente é um instrumento valioso do corpo.

Você não pode perder o controle sobre ela. Deixar de examinar o seu manual está fora de cogitação.

A mente não mente. Não te deixa mentir. E te faz ser descoberto em gestos involuntários. Esperto quem sabe ler e controlar a sua e a do outro.
Tem a sorte grande quem não é consumido pela mente.

Dor.

Se você não souber lidar com a sua dor, como quer aguentar a do próximo? Como dizer a ele que está tudo bem e está fácil de superar e esquecer, se as suas você guarda em um baú na sua mente e no seu coração e abre nas noites frias e escuras?
Seria hipócrita, mas às vezes a preocupação com quem você estima é maior que a realidade que vive e você acha que pode curar as feridas dela.
Mas e as suas dores? Quem suporta pra você se não você mesmo?
A dor pra valer a pena ser sentida, precisa ter significado, precisa marcar você de alguma forma. Gosto de dor assim, que arrepia até a alma. Que te faz desfocar do que acontece a sua volta. Que te faz perder a razão, o sono e o apetite.
É aquela de sentir e de se lembrar de todos os erros da vida. Perguntar pra você mesmo se é isso que merece e então aceitar. Tentar afogar seus pensamentos e suas mágoas e falhar arduamente. E sabe por quê? Porque a vida tem dessas né?

domingo, 5 de novembro de 2017

Inspiração

Queria ter inspiração suficiente em todas as estações e em todos os momentos da vida e não só quando estou deprimida.

Nomes

Já me acostumei com as pessoas errarem meu nome. São tantos derivados da surdez que nem ligo, só aceito e anoto mentalmente. Mas eu tenho pavor de errar o nome de alguém, seja trocar, seja confundir, seja esquecer o nome dito recentemente. Errar nome de quem está sempre perto, de pessoas que não se olham nem mais na cara ou até mesmo perguntar sobre alguém que a pessoa não quer mais nem saber de ouvir. Fico me sentindo mal, pensando na impressão e no mal estar que posso ter causado e em como serão as coisas.
Se algum dia eu errar seu nome, não ache que fiz de propósito ou que não dou atenção, eu apenas... errei.

sábado, 4 de novembro de 2017

Praia

Feriado prolongado é perfeito para ir pra praia.
Pena que todos pensam a mesma coisa e lá fica mais lotado que fila do SUS.
Fiz parte dessa seita e fui também (obrigada a ir, claro) para a praia com todos os parentes que só se vê no fim de semana.
"A casa é boa, espaçosa, dá para todos irem e dormir de boa, só precisa levar comida" - disseram. E claro, se você contar dormir todos coladinhos, inclusive no chão naquele colchão a ar que parece que vai sair de baixo de você a qualquer momento, realmente, cabe bastante gente. Tá, exagero. Mas dormir coladinho no primeiro dia de praia, que você sempre se tosta é o mais difícil.
Legal. Chegamos, tudo arrumado para ir cedinho na praia para aproveitar melhor o dia. Dormir? Não, vamos jogar baralho e dominó até madrugada enquanto os pernilongos jantam a gente. Aos poucos todos vão se cansando e dormindo por ali mesmo. Ah, as aventuras do final de semana prolongado perfeito em família acabam de começar e você já começa a se arrepender ali mesmo.
Dia 1: A trilha até a praia.
"Vamos a pé, é pertinho" - disse o tio animado que nunca leva nada além da cervejinha.

Depois de acordar cedinho, esperar todos irem no banheiro, que não tem uma pausa (pobrezinho), pegar todas as bugigangas (cadeira, esteira, guarda-sol, comida e bebida, bolsas enormes com protetor solar, boné, papel higiênico e tudo mais que tenha direito), começa finalmente a peregrinação cedinho para a praia. Que sonho. Mais de vinte minutos caminhando, com os braços doendo e pensando que uma rede na sombra iria muito bem agora.

Incrivelmente, você e metade da população acharam que indo cedo pegariam bons lugares. No fim, estão todos se ajeitando um ao lado do outro naquela areia quente. Monta guarda sol, monta cadeiras, estende cangas e esteiras e joga areia na cara do amiguinho do lado, mas claro, sem querer, já que o vento do Saara que tecnicamente está jogando pro lado.
Todos se lambuzam de protetor e na primeira rajada de vento já estão prontos para serem feitos a milanesa.
Sempre tem aqueles que vão para o mar, se jogam pra molhar o corpo e vem todo molhado pra cima de você. Todos os alimentos ficam com sal extra e úmidos, com um toque especial de protetor solar. Em 2h ali, você já está com insolação e beberia um galão inteiro de água. Chega o fim do dia, guardam tudo, jogam o lixo fora e correm para ir pra casa e ser o primeiro a tomar banho e tirar 2kg de areia do biquíni. A casa vira uma praia particular, cheia de areia, todos estão molhados, os tios sentam no sofá e não querer nem saber. As tias correm para começar a janta leve enquanto o único chuveiro com pouca água trabalha incansavelmente. Os efeitos do sol o dia todo começam a aparecer e ninguém mais pode encostar em ninguém. Dividir as camas se torna uma guerra. Rola Monange para todos os lados. Mas no fim, todos estarão de pé as 6h para aproveitar o novo dia.