segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Notinhas

Engraçado, me peguei fazendo notas de tudo que tem acontecido nessas últimas semanas, pra não esquecer cada detalhe e ver o que está acontecendo. Atualizar das novidades, das fofocas, das coisas que não estão indo bem.

Eu preciso muito de um abraço quente e de alguém que me ame, pra eu desabar finalmente no colo dela. Segurar isso tudo dentro de mim tá muita coisa.

Lute pelo que você quer

Sempre ouvi que eu era insistente, que não desistia fácil. Nem sempre isso é verdade. Muitas vezes acordo desmotivada e pronta pra jogar a toalha para aquele problema que me consome.

Mas eu respiro fundo, seguro a toalha cada vez mais forte e volto ela pra mim, pro calor do meu coração e sigo o que ele manda.

Um dos meus medos é me arrepender de não ter tentado, de não estar com alguém, de não ter passado um tempo com quem eu amo, de ficar me culpando por não ter feito algo ou por ter desistido de algo. A consciência cresce pra cima de mim e eu fico sem entender o que está acontecendo comigo, e como pude falhar dessa forma.

Eu sempre fui muito confusa, sempre me perdi nos pensamentos, sempre quis abraçar o mundo, sempre tentei dar um jeitinho de colocar tudo junto, de unir pessoas, de ajudar, de viver. E eu sobrevivi. Nem sempre consegui ter êxito nas coisas, mas eu me sentia bem em todas as vezes, porque eu tentei, tentei ao máximo, tentei tudo que eu pude. Claro que antes de me sentir bem, com a consciência leve, eu me culpava, eu sofria, eu ficava triste por não ter conseguido, era difícil - e ainda é - entender que a gente só pode fazer o que está ao nosso alcance e que não depende só de mim. Mas eu penso, torço e peço todos os dias que a gente possa ser muito feliz.

Ai se eu pudesse ter esse controle todo na mão...

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Gogói

 Quando eu era criança, eu tinha um vício em chupeta, mas só ela não era suficiente. Eu precisava do paninho: gogói. Eu tinha uma coleção de paninhos, que eu usava pra tudo. Tinha a parte lisinha, que eu ficava esfregando nos dedos, e tinha as beiradas, que começavam a abrir e eu formava bolinhas e ficava enfiando nas unhas. Aí que delícia que era!

Com resultado disso, eu usei aparelho por anos, e minhas unhas são desenhadas tortinhas, nas partes que eu preenchia com o paninho.

Hoje eu não tenho nenhum suporte pra viver e dormir e acho que isso me faz refletir e pensar o que vai ser o meu gogoí agora?

Não tenho nada que eu possa chamar de prazer na vida, não tenho nenhum vício físico, só as séries, que eu uso pra espairecer, e eu sempre me volto nessa parte do ciclo e fico pensando nesse buraco dentro da minha vida.

Eu tenho certeza que um dia eu vou aceitar tudo que tenho e estar satisfeita com as coisas que me fazem feliz, mas como é difícil essa consciência diária...