Nunca dê liberdade à alguém. Nem deixe que entre e bagunce sua casa. Quanto mais confiáveis são as pessoas, piores são suas ações obscuras.
Ele chegou no auge do fracasso da vida. Não profissional, que já largou de lado. Até o próximo surto, claro. Mas no auge do fracasso emocional. Das fraquezas. Do pecado. Da morte da confiança.
Quanto mais cheio, mais vazio.
Quanto mais tempo, menos espaço de tempo disponível.
Quanto mais feliz por fora, menos luz por dentro.
Quanto mais pessoas, mais solitário se sentia.
Clichê? Muito.
Realidade? Infelizmente.
E todo aquele sentimento ruim aumentava com o tempo. O karma, o mal, o resultado das ações. E ele já estava sem chão, sem poder, sem controlar sentimentos, sem poder definir o que queria fazer. Era só a estrutura que o representava na sociedade.
Que fim ele terá? É a pergunta que mais ecoava naquela cabeça confusa.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Bibelô
Sempre que visito uma casa eu reparo se ela tem bibelôs espalhados pelos cômodos. Uma casa sem bibelô não é uma casa acolhedora, que tenha histórias para contar, pessoas e lugares para citar e serem lembrados.
Uma casa sem bibelô é apenas uma moradia.
Uma casa sem bibelô é apenas uma moradia.
Na minha casa sempre teve todo tipo de bibelô, de nossos passeios ou de pessoas que lembraram de nós enquanto se divertiam. É com esses detalhes que se sabe quando uma pessoa tem boas amizades e quão vivida ela se tornou até ali.
E é assim com as pessoas também. Não há alguém que possa ter uma casa interna limpa de bibelôs e ser confiável. Como não conhecer o passado e as marcas da vida dela? Por onde passou ou quem passou por sua trajetória e ainda sim dividir momentos com ela. E a curiosidade de saber quem ela realmente é?
Diga-me com quem andas e eu direi quem és.
Diga-me com quem andas e eu direi quem és.
Técnicas
Quando eu era mais nova, me ensinaram que para memorizar nomes, eu deveria associar a nova pessoa com quem eu já conhecia de mesmo nome. E essa foi uma prática muito útil por anos. Admito.
Quando eu entrei no mundo profissional, que me exigia lembrar de pessoas e fingir a proximidade, chamando-as pelo nome, eu me dava bem. E isso funcionou muito bem até uns 2 anos atrás, quando tudo começou a decair.
Pessoas da minha rotina deixaram seus nomes esvaecerem-se pela nuvem da minha cabeça e agora eu já não lembro nem como eles eram importantes ou deixaram de ser.
A sensação ruim a cada dia mais vai me consumindo e eu me espanto, não só em não lembrar nomes, mas por não ser reconhecida por mim mesma nos trabalhos diários.
Hoje foi um dia interessante, quando uma pessoa veio até mim, com seus codinomes de rede social e eu simplesmente não tive certeza do seu nome, deletando assim o nome na hora de responder um comentário sobre bons tempos, com medo de ser um chute além. Mas não seria. Fui confirmar depois.
E indo mais além, notei que o nome tinha sido substituído por outro, e não mais assimilado a pessoas, usando aquela técnica que me foi útil por anos. E indo mais além ainda, notei que eu criei uma simbologia importante e ruim para esse nome, então assim, apenas de lembrar desse nome, eu já me lembraria dessa nova pessoa e de todo o emocional envolvido.
Os nomes me perseguem, o ciclo se vicia de novo, as figurinhas repetidas de nomes surgem novamente, e a vida...bom, a vida vai pregando peças cada vez maiores.
Quando eu entrei no mundo profissional, que me exigia lembrar de pessoas e fingir a proximidade, chamando-as pelo nome, eu me dava bem. E isso funcionou muito bem até uns 2 anos atrás, quando tudo começou a decair.
Pessoas da minha rotina deixaram seus nomes esvaecerem-se pela nuvem da minha cabeça e agora eu já não lembro nem como eles eram importantes ou deixaram de ser.
A sensação ruim a cada dia mais vai me consumindo e eu me espanto, não só em não lembrar nomes, mas por não ser reconhecida por mim mesma nos trabalhos diários.
Hoje foi um dia interessante, quando uma pessoa veio até mim, com seus codinomes de rede social e eu simplesmente não tive certeza do seu nome, deletando assim o nome na hora de responder um comentário sobre bons tempos, com medo de ser um chute além. Mas não seria. Fui confirmar depois.
E indo mais além, notei que o nome tinha sido substituído por outro, e não mais assimilado a pessoas, usando aquela técnica que me foi útil por anos. E indo mais além ainda, notei que eu criei uma simbologia importante e ruim para esse nome, então assim, apenas de lembrar desse nome, eu já me lembraria dessa nova pessoa e de todo o emocional envolvido.
Os nomes me perseguem, o ciclo se vicia de novo, as figurinhas repetidas de nomes surgem novamente, e a vida...bom, a vida vai pregando peças cada vez maiores.
Assinar:
Comentários (Atom)