Eu aprendi que quando você carrega uma carga emocional muito grande, ignorando e achando que tudo vai passar, você se fode lindamente. Ninguém é de ferro né,
Ter uma briga e me sentir abandonada foi, de longe, a pior coisa desse ano. Porque me desestabilizou de uma forma louca, mas eu não me dei conta na hora.
Pensar que ia fracassar de novo na vida, e começar a se desesperar foi um plus muito significativo.
Se sentir dessa forma, com tudo acumulado me fez ter um colapso ontem.
Eu nunca imaginei que chegaria nesse nível, nem que isso realmente aconteceria comigo. A gente nunca se sente alvo das coisas que acontecem por aí, até elas acontecerem com você e você cair.
Quando veio a crise e a hiperventilação, só tinha vontade de cair, de ficar no chão, sem conseguir controlar a respiração, sem conseguir focar em nada bom, mesmo com a minha cabeça gritando que eu precisava parar de graça e tomar o controle de novo.
Eu falhei. Eu me senti fora. Fora de mim, fora da vida, fora do racional.
Sentir minhas mãos e minhas pernas formigando, sentir meu rosto queimando, sentir a dor no peito por não conseguir respirar direito e a vontade em chorar tomando conta, me deixaram impotentes.
Eu me senti no inferno.
E você, eu sentia no seu olhar o desespero, mas foi forte. Não quis deixar aquilo de detonar junto, não por hora pelo menos.
Se eu não estivesse com você, não sei que fim levaria. Encostar em você e sentir a respiração junto com a minha foi um dos pontos cruciais daqueles momentos agonizantes.
Eu entrei no meu "paraíso particular", um lugar novo que encontrei na
minha mente. Lá eu estava sozinha, só com os pensamentos me comendo
versus os pensamentos racionais mandando eu me concentrar e parar com
aquela porra toda.
Eu senti que estava indo embora e eu só conseguia gritar internamente pedindo ajuda, porque já não conseguia falar.
Nã queria que você tivesse presenciado isso, mas ao mesmo tempo, eu queria você comigo.
E a cena que fica martelando na minha cabeça é você me dizendo "eu não vou te deixar", como se estivesse lendo meus pensamentos.
Sou eternamente grata por passar isso comigo, e espero que nunca mais passemos por num momento desses.
Apesar de ainda carregar comigo todos os sentimentos ruins, com medo de não respirar e não conseguir controlar mais nada. Eu já não sou a mesma que era, nem voltarei a ser. Disso eu sei
quarta-feira, 28 de março de 2018
Superstições
Quando eu comecei a planejar esse ano, eu pensava que ele seria melhor, que minha vida teria só ascensão, que finalmente eu ia seguir o que eu sentia.
Desde criança, minha família dizia que era importante estar bem, em paz, com roupas novas, com sorriso no rosto, porque aquilo poderia influenciar no passar do ano. Eu nunca fui muito supersticiosa, mas eu seguia a risco. E nada demais me surpreendia no ano, porque eu sabia que, por pior que fosse o momento, eu conseguiria seguir em frente.
E assim, muitos anos vieram, alguns turbulentos, cada vez mais workaholic, mas de uma coisa eu sabia. Eu nunca teria um padrão que tomasse conta da minha vida e da minha rotina por muito tempo.
Os anos foram passando, mas magias foram morrendo, e veio a vida mais adulta.
Ano passado eu posso descrever como um ano horrível, cheio de decisões erradas, de impotência. Então para esse 2018, eu criei altas expectativas, mas a gente sabe... quanto maior você for, maior o tombo.
Pela primeira vez eu passei a virada chorando, de mau humor, ruim, querendo sair dali, querendo acabar com tudo isso, pensando em tudo que eu não merecia de bom, pensando em pessoas que poderiam fazer parte para melhorar as coisas, mas eu levei adiante e pensei "Ah, que besteira, são só superstições, porque daria ruim agora. Não vou passar o ano chorando, até parece"
Posso dizer que eu quebrei a cara.
E agora, depois de vários acontecimentos (cada qual com sua importância), a tristeza, a deprimência e o sentimento de impotência estão tomando conta de mim.
Desde criança, minha família dizia que era importante estar bem, em paz, com roupas novas, com sorriso no rosto, porque aquilo poderia influenciar no passar do ano. Eu nunca fui muito supersticiosa, mas eu seguia a risco. E nada demais me surpreendia no ano, porque eu sabia que, por pior que fosse o momento, eu conseguiria seguir em frente.
E assim, muitos anos vieram, alguns turbulentos, cada vez mais workaholic, mas de uma coisa eu sabia. Eu nunca teria um padrão que tomasse conta da minha vida e da minha rotina por muito tempo.
Os anos foram passando, mas magias foram morrendo, e veio a vida mais adulta.
Ano passado eu posso descrever como um ano horrível, cheio de decisões erradas, de impotência. Então para esse 2018, eu criei altas expectativas, mas a gente sabe... quanto maior você for, maior o tombo.
Pela primeira vez eu passei a virada chorando, de mau humor, ruim, querendo sair dali, querendo acabar com tudo isso, pensando em tudo que eu não merecia de bom, pensando em pessoas que poderiam fazer parte para melhorar as coisas, mas eu levei adiante e pensei "Ah, que besteira, são só superstições, porque daria ruim agora. Não vou passar o ano chorando, até parece"
Posso dizer que eu quebrei a cara.
E agora, depois de vários acontecimentos (cada qual com sua importância), a tristeza, a deprimência e o sentimento de impotência estão tomando conta de mim.
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