quinta-feira, 6 de julho de 2017

Hábitos

Todos os dias quando eu vou embora das aventuras da vida vejo um cachorro no portão de uma casa ou galpão, não sei bem definir, esperando alguém abrir pra ele. Balança o rabo, fica com uma pata dentro, late, apoia e fica com a pata em uma das lacunas do desenho do portão.
E todos os dias ele espera a boa vontade de alguém pra abrir pra ele e assim, ele voltar ao aconchego do costume.
E a gente também é assim. Quer sair, quer aproveitar, quer liberdade. Mas a qualquer momento quando enjoar do que tem lá fora. Volta pra dentro. Quando se sente sozinho, busca aconchego. Quando sente fome, entra pra comer.  Quando sente um vazio busca o amor pra aquecer.
E quantas vezes na vida vamos errando pedindo o exílio depois de ter pedido liberdade. Ou de ter saído sem nem pedir e voltado implorando por clemência?

Hoje tudo mudou em uma conversa e hoje ele não estava lá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário