quarta-feira, 28 de março de 2018

Superstições

Quando eu comecei a planejar esse ano, eu pensava que ele seria melhor, que minha vida teria só ascensão, que finalmente eu ia seguir o que eu sentia.
Desde criança, minha família dizia que era importante estar bem, em paz, com roupas novas, com sorriso no rosto, porque aquilo poderia influenciar no passar do ano. Eu nunca fui muito supersticiosa, mas eu seguia a risco. E nada demais me surpreendia no ano, porque eu sabia que, por pior que fosse o momento, eu conseguiria seguir em frente.
E assim, muitos anos vieram, alguns turbulentos, cada vez mais workaholic, mas de uma coisa eu sabia. Eu nunca teria um padrão que tomasse conta da minha vida e da minha rotina por muito tempo.
Os anos foram passando, mas magias foram morrendo, e veio a vida mais adulta.
Ano passado eu posso descrever como um ano horrível, cheio de decisões erradas, de impotência. Então para esse 2018, eu criei altas expectativas, mas a gente sabe... quanto maior você for, maior o tombo.
Pela primeira vez eu passei a virada chorando, de mau humor, ruim, querendo sair dali, querendo acabar com tudo isso, pensando em tudo que eu não merecia de bom, pensando em pessoas que poderiam fazer parte para melhorar as coisas, mas eu levei adiante e pensei "Ah, que besteira, são só superstições, porque daria ruim agora. Não vou passar o ano chorando, até parece"
Posso dizer que eu quebrei a cara.

E agora, depois de vários acontecimentos (cada qual com sua importância), a tristeza, a deprimência e o sentimento de impotência estão tomando conta de mim.

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