Eu fico repassando essa situação mil vezes na cabeça e ainda não entendo como sobrou o PIOR...
Cenário: dia do meu aniversário, salão emprestado, minha missão era limpar o salão no fim e deixar em condições para o evento do dia seguinte. O minimo que eu podia fazer, aliás.
Pessoas envolvidas: equipe de trabalho que sempre agitam e ficam falando de sair pro bar e nunca foram (até então). Namorado incomodado com algumas coisas. Amiga de outra cidade com namorado ciumento.
Quando o namorado foi convidado pra ir, eu não estava presente. Ele me passou que negou o convite e depois disse pra ver comigo. Não sei a ordem exata.
Fim de festa, eles se despedem e me chamam, rindo, pra ir no bar com eles. Eu ri de volta e perguntei se eles me ajudariam a limpar as coisas antes de sair. Todos se fizeram de desentendidos e que o uber já estava a caminho. Foram embora.
Resultado: Namorado briga comigo porque não considerei nem perguntar se ele queria ir pra nós irmos. E ir sozinho no bar, na nossa situação, seria um tiro no pé, e nós dois já estávamos cientes de evitar lugares que podiam dar ruim, mas na hora eu só não pensei direito e dei uma resposta torta (quer ir, vá, mas aguente as consequências). Péssima ideia.
Ai eu me pergunto: no dia do aniversário, cansada, tendo que limpar, com um amiga que eu não deixaria em casa pra sair de madrugada e também não queria trazer problemas pro relacionamento complicado dela, e sem nem mesmo saber se eles iam mesmo (ja que brincavam sempre e nunca iam), como eu ia cogitar ir naquele dia?
Não podia ser em outro? Não podia ter compaixão e relevar AQUELE DIA em específico?
Isso me lembra criança chorando e fazendo manhã em trem. E me custou a sanidade e a paz que eu não tive nem no dia do aniversário e nem no dia da festa... e me custa até hoje, porque ainda joga na roda esse assunto. Uma tristeza.
Eu só queria que estivesse comigo por vontade própria, por querer ajudar, por querer passar um tempo junto, afinal aquele dia tinha sido um caos e mal tivemos um tempo juntos...
E eu notei uma coisa: se eu não pensar igual o que queriam ou não estava com cabeça pra algo e fiz diferente, sou julgada. Sem perdão, sem compaixão, sem chance de explicar e ser aceita.
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