Esse livro foi um dos primeiros que eu li na vida, e tenho poucos fragmentos dele na minha mente, mas um que sempre me marcou - talvez por nunca ter ouvido a palavra até então - foi a parte que você é responsável por quem você cativa.
"Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo"
E eu fico pensando nisso, uma pessoa que cativa alguém é responsável, tanto pelos bons sentimentos quanto pelos ruins, daquela relação. Quais os objetivos que esse relacionamento vai ter a partir de agora? Como eu posso ser uma pessoa melhor, pra mim e pra quem decidir estar comigo? Esse amadurecimento é difícil, exige muito de mim, mas se eu não lutar, vou parar na vida e me arrepender daqui uns anos (se eu estiver viva).
Talvez a gente tenha que se cativar primeiro, para cativar quem está em nossa volta e decidir ser cativada por alguma delas. E quando isso acontecer, sinto que devo viver intensamente, pular erros antigos, não olhar pra trás e ter a minha tão sonhada transformação.
Quero ser alguém melhor, quero ter pessoas cativadas ao meu lado, e quero espalhar esse sentimento bom (que ainda não me vem sempre e nem completo, mas eu vou conseguir) pra quem esteja ao meu lado.
Alegria boa é alegria compartilhada. Pensamentos bons trazem coisas boas. Pensamentos ruins também trazem coisas boas, quando eu aprendo que devo lidar, entender e ver como eu posso me livrar, viver bem e feliz com meus defeitos assim como sou com as minhas qualidades.
Parece clichê, mas é real. Todas as vezes nessa quarentena que eu só foquei em coisas ruins, eu entrei em depressão. Todas as vezes que eu foquei em coisas boas, ou entendi/enfrentei o sentimento ruim e o que eu poderia aprender com ele, eu dei passos, grandes ou pequenos, mas eu fui adiante.
...
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração..."
Esse é segundo melhor trecho desse livro, pra mim. Que me faz refletir sobre o tempo, compromisso, responsabilidade e como eu me sentiria. Quantas vezes eu fui responsável com meus compromissos e quantas vezes eu pisei na bola, mesmo que não intencionalmente? Quais os sentimentos que eu tive e como eu posso evitar de viver esse ciclo de dores de novo? Essas são as próximas questões que eu preciso tomar consciência e usar pra entender minha cabeça.
Não tenho todas as respostas pras essas coisas, e nem terei. E com certeza nem todas as minhas respostas pra servir pra outras pessoas, mas o importante agora é que eu me cure e eu entenda como eu posso ser melhor.
Pequenos passos (quase) todos os dias.

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