sexta-feira, 28 de maio de 2021

Casualidade

 E aí em um dia casual, te vi. Você evoluiu, estava madura. Não precisava falar com você pra saber que estava diferente. A essência é a mesma, mas a forma de lidar com as casualidades parecia estar diferente, madura.

Estava com um rapaz. Fico pensando se era feliz com ele e como a tinha conquistado. Menina difícil, fora do comum entre as adolescentes. Quem diria!

Te vi conversando e decidindo presentinhos de Natal com ele. Foi e voltou. Questionou a escolha. Deixou para depois e partiu para a próxima loja.

Sumiu entre a multidão desesperada e eu fiquei no mesmo lugar. Fiquei ensaiando falas e risadas amarelas. Pensando se veria você de novo, e se visse, se falaria com você.

Mas é claro que eu gostaria de falar, relembrar os bons momentos, me desculpar pela fase idiota que passamos, recuperar os contatos atualizados na agenda.

Pronto. Resolvi andar. Te encontrei. Nossos olhares se cruzaram. Nossos companheiros falando coisas que ali nao faziam mais sentido. De repente, desviamos o olhar. Voltamos a atenção à qualquer coisa que não fossem as nossas presenças.

E no fim, nenhum de nós estava maduro o suficiente para aquele reencontro.

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