Era uma vez uma menina, amada por todos. Exemplo de vida a ser seguido e colocado em um quadro na parede da casa da matriarca.
Era motivo de citações boas e de ódio das outras meninas do reino.
Um belo dia ela desprendeu-se do que era certo. Havia se cansado daquele patamar. Queria evoluir. Tinha medo das críticas, mas seguiu em frente.
Apaixonou-se por um príncipe encantado. Que lhe dedicava serenatas e declarações de amor. Decidiu, então, dar uma chance ao sentimento que sempre teve por ele desde o primeiro olhar naquele baile. Começaram um romance bonito, mas que mais tarde traria surpresas a todos.
Quando vivendo na maioridade de suas escolhas, tropeçou na vida. Feio. Não sabia mais como lidar.
Ao olhar pro lado, nas noites frias, via a solidão e o abandono do príncipe. Mandava cartas de amor que agora não estavam mais sendo correspondidas. Onde ela tinha errado para não merecer mais a companhia dele ao seu lado? Deixara de ser digna?
A saudade apertou o peito de uma forma que jamais ousaria sobreviver.
Sentia que era seu fim.
Desgostou-se da vida e dos amores. Nada mais fazia sentido. Nada mais se mostrava em seu destino. O que seria dela naquela vida olhando sempre para a lembrança que ele deixara nela?
Nunca soube responder.
Noites e noites sem resposta.
Dias que ousavam não passar. Sorrisos amarelos que a acompanhavam na solidão eterna.
Dizem por aí que a bela moça mudou. Que depois do fim do amor (se é que esse amor teve fim) foi viver em outro reino, com outra forma de lidar com sentimentos, amaldiçoada por aquela escolha que havia feito e todo dia cuidando de sua cicatriz.
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